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Em um movimento financeiro atípico, a capital alagoana injetou R$ 120,5 milhões no setor em apenas um mês, coincidindo com a saída de JHC da prefeitura.
A Prefeitura de Maceió destinou, apenas no mês de março de 2026, o montante de R$ 120,5 milhões ao transporte urbano municipal. O valor impressiona por ser superior a todo o investimento realizado no setor durante os doze meses de 2025, conforme dados extraídos do Portal da Transparência.
O salto exponencial nos gastos chama a atenção pela sua cronologia. A transferência massiva ocorreu exatamente no mês que antecedeu a desincompatibilização do ex-prefeito João Henrique Caldas (JHC). O gestor deixou o cargo no dia 4 de abril para lançar a sua candidatura ao Governo do Estado ou ao Senado Federal.
Os números revelam uma disparidade acentuada entre os exercícios financeiros. Ao longo de todo o ano passado, o Fundo Municipal de Transportes Urbanos repassou R$ 111,3 milhões ao Sistema de Bilhetagem Municipal.
Em 2026, o ritmo de gastos acelerou de forma drástica:
Janeiro: R$ 4,6 milhões
Fevereiro: R$ 5,4 milhões
Março: R$ 120,5 milhões
Além da questão dos transportes, a saúde financeira da capital enfrenta sérios desafios no setor previdenciário. Maceió regista atualmente o maior défice entre 15 fundos de previdência nacionais que investiram em letras financeiras do Banco Master.
De acordo com dados do Cadprev (Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social), o rombo acumulado é de R$ 299,4 milhões.
Durante a gestão de JHC, o Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) aplicou cerca de R$ 97 milhões na referida instituição bancária. Após a operação, Maceió passou a encabeçar a lista de maiores prejuízos previdenciários entre as cidades investidoras no país.
Levantamentos baseados nos Demonstrativos de Resultados da Avaliação Atuarial (DRAAs) apontam que a capital alagoana detém o maior volume aplicado na instituição entre as cidades com balanços deficitários.
No cenário nacional, outras quatro cidades — Campo Grande (MS), Araras (SP), Santa Rita d’Oeste (SP) e Paulista (PE) — também apresentam saldos negativos decorrentes destes investimentos, mas nenhuma atinge as cifras registadas por Maceió.