Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:
Em entrevista hoje pela manhã (27) na rádio conhecida popularmente como “Bate Esteira FM” o deputado Marx Beltrão (PP) disse que enviou recursos da ordem de R$50 milhões para Palmeira dos Índios.
O anúncio surpreende pelo alto volume de dinheiro público ao município que não se transformou em ações visíveis para a população.
Uma das obras emblemáticas, a revitalização do Açude do Goití que estava orçada em R$9 milhões e paralisada há mais de 3 anos se tornou no símbolo da vergonha do povo palmeirense.
Para essa obra o parlamentar quis justificar a culpa da paralisação pela pandemia, esquecendo que outras obras foram continuadas no período, sem interrupções, tanto dos governos municipal, estadual e federal.
Na verdade toda obra em Palmeira dos Índios que possui o carimbo de Marx Beltrão ou teve sua construção atrasada ou está paralisada e/ou inacabada.
A UBS da Algolim, os portais de entrada da cidade (construídos fora das normas e locais originais e um inacabado) e a obra do açude.
Essas obras somaram originariamente R$11,5 milhões e nenhuma delas foi concluída.
Para se ter ideia a obra do açude do Goití está hoje orçada (pasmem!) em R$22 milhões e sua finalização é improvável (tema para outra reportagem).
As outras obras – mais baratas – também não tem previsão de conclusão. Uma delas na entrada da cidade, o “portal da Muniz Falcão” causa transtornos aos usuários da via há mais de 8 meses, por estar inconclusa.
A visita do parlamentar a Palmeira dos Índios se deu para receber o título de cidadão honorário concedido pela Câmara de Vereadores, oferenda hoje mais comum do que água indaiá.
Na entrevista o radialista do Programa Balança Geral tentou ainda arrancar do parlamentar – natural do litoral sul – e conhecido como “Galego do Coruripe” se ele iria transferir o título para ser candidato a prefeito em 2024, o que foi negado momentaneamente.
Marx Beltrão foi “entronizado” em Palmeira dos Índios pelo prefeito-imperador Júlio Cézar que firmou uma parceria político-eleitoral que não vem dando resultados efetivos, haja vista as obras inconclusas e que ninguém justifica a razão.
A dupla “café com leite” como o próprio deputado batizou na entrevista, precisa explicar ao povo com a verdade, os motivos para o descaso, especialmente com o cartão postal da cidade e não vir de tempos em tempos em emissoras pagas pelo erário “empurrar com a barriga” a real situação.
Dizendo “amar” Palmeira dos Índios, Beltrão está complicado eleitoralmente este ano. Além de enfrentar dois primos nas urnas Marcius Beltrão (que também já atua em Palmeira dos Índios) e Francisco Beltrão (o Chicão) seu partido tem nomes fortes como Arthur Lira que concorrem diretamente com ele e ainda terá pela frente no município palmeirense, indiretamente, nomes locais como o do próprio vice-prefeito Márcio Henrique (UB) e da enfermeira Mosabelle Ribeiro (Republicanos) como oponentes mais consistentes.
Beltrão também perdeu nas eleições municipais passadas o controle de 5 municípios que comandava a mão de ferro e está fragilizado para a eleição de outubro.