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Abel Ferreira tem pena reduzida no STJD, mas segue fora do comando


Abel Ferreira tem pena reduzida no STJD, mas segue fora do comando

Treinador cumpre suspensão após expulsões contra São Paulo e Fluminense; recurso do Palmeiras foi parcialmente aceito.

15/04/2026

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu, nesta segunda-feira, reduzir de oito para sete partidas a suspensão do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras. Como o treinador já cumpriu três jogos, ainda restam quatro partidas de gancho.

A maioria dos auditores aceitou parcialmente o recurso do Palmeiras referente à expulsão contra o Fluminense, diminuindo a punição de dois para um jogo. No entanto, o recurso relacionado ao cartão vermelho diante do São Paulo foi negado, mantendo a suspensão de seis partidas.

Participaram do julgamento o presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo, e os auditores Mariana Barreiras, Luiz Felipe Bulos, Marco Aurélio Choy, Antonieta da Silva e Marcelo Augusto Bellizze.

Durante o julgamento, o Tribunal ressaltou a necessidade de punições mais rigorosas para técnicos em casos de comportamento inadequado com a arbitragem.

No último sábado, o Palmeiras criticou publicamente o tribunal após o pedido de efeito suspensivo ser negado, o que impediu Abel Ferreira de comandar a equipe no clássico contra o Corinthians.

“Nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado”, afirmou o clube em nota oficial.

Abel Ferreira foi expulso diante de São Paulo e Fluminense, ambos pelo Brasileirão, e havia sido condenado a penas de dois e seis jogos, respectivamente, por “desrespeito à equipe de arbitragem” em decisões da 2ª Comissão Disciplinar do STJD.

Na punição mais severa, o STJD utilizou um vídeo com dublagem de Gustavo Machado, no qual a leitura labial indica que Abel teria chamado o árbitro Anderson Daronco de “filho da p…” durante a vitória sobre o São Paulo. O árbitro, porém, não relatou o xingamento, apenas mencionou que foi chamado de “cagão” pelo treinador após o segundo amarelo por reclamação.

No caso do Fluminense, Abel foi punido por dois jogos após expulsão direta por reclamação e discussão com o quarto árbitro Luiz Tisne. O Palmeiras alegou que o comandante “não bateu palmas de forma irônica e debochada”, como relatado na súmula, e que “não foi contido por sua comissão contra possíveis vias de fato à arbitragem”.

O clube também afirmou que não houve críticas direcionadas à auxiliar Fernanda Gomes Antunes e que as palmas seriam para o zagueiro Murilo, em comemoração à vitória por 2 a 1.

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