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O cenário político e a gestão da saúde pública regional ganharam novos capítulos de debate. O presidente da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) e prefeito, Hugo Wanderley, rebateu publicamente as declarações recentes de Júlio Cezar sobre o funcionamento e o custeio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região.
De acordo com Wanderley, o atendimento oferecido de forma regionalizada não deve ser tratado como um ato de benevolência política, mas sim como o cumprimento de uma responsabilidade legal e pactuada entre os entes públicos.
Em sua participação em uma emissora de rádio, Hugo Wanderley enfatizou que a UPA foi projetada e estruturada para servir a uma pactuação regionalizada. Portanto, acolher pacientes de municípios vizinhos faz parte das obrigações da unidade.
“O atendimento regional da UPA não é favor, é obrigação constitucional e contratual”, declarou Wanderley.
Pactuação do SUS: O funcionamento de unidades de saúde de médio e grande porte, como as UPAs, responde a diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), que prevê a descentralização e o atendimento por regiões de saúde.
Financiamento Coletivo: O custeio dessas estruturas conta com contrapartidas de recursos federais, estaduais e, muitas vezes, dos próprios consórcios intermunicipais, desmistificando a ideia de que o peso financeiro recai integralmente sobre um único município de forma isolada.
Direito do Cidadão: O foco principal deve ser a garantia de assistência médica ágil e de qualidade para a população que depende do sistema público regional, sem barreiras territoriais artificiais.
O debate reforça a necessidade contínua de diálogo entre os gestores municipais de Alagoas para alinhar o cofinanciamento da saúde e evitar gargalos no atendimento à população. A presidência da AMA reiterou que continuará defendendo o fortalecimento dos consórcios intermunicipais como a ferramenta mais eficaz para equilibrar as contas e garantir que nenhum cidadão fique sem assistência.