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Alíquotas variam de isenção a até 50%, conforme o tipo de produto e legislação aplicada. Em alguns casos, as cobranças são cumulativas.
Agência O Globo — 24/07/2026
O esforço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reconstruir as tarifas comerciais, criou um cenário em que os produtos brasileiros passaram a enfrentar diferentes níveis de tributação para entrar no mercado americano. Em vez de uma tarifa única, as exportações brasileiras para os Estados Unidos ficarão distribuídas em cinco faixas de tributação.
As alíquotas variam de isenção a 50%, dependendo da categoria do produto e da base legal utilizada pelo governo americano, com alguns itens sujeitos à incidência simultânea de mais de uma tarifa.
Na prática, parte dos produtos brasileiros ficou de fora do tarifaço e continuará entrando nos Estados Unidos sem a nova cobrança. É o caso do café, que foi preservado após o setor defender, em audiências públicas promovidas pelo governo americano, a importância do produto para a indústria e os consumidores dos EUA.
Com isso, o produto escapou tanto da tarifa de 25% quanto da sobretaxa de 12,5% e seguirá sendo exportado ao mercado americano sem essas cobranças.
Já outros produtos estão sujeitos à tarifa de 12,5% ligada à investigação sobre trabalho forçado, cujos resultados preliminares foram anunciados nesta quinta-feira pelo Departamento Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).
Outras mercadorias ficam taxadas em 25% em razão da investigação comercial específica contra o Brasil, aberta no ano passado, que alega práticas concorrenciais desleais, citando do Pix até desmatamento ilegal.
Em alguns casos, as duas taxas incidem sobre o mesmo produto, o que faz a alíquota total chegar a 37,5%. Já setores que já enfrentavam sobretaxas impostas pelos EUA, como aço e alumínio, permanecem submetidos à tarifa específica de 50%, prevista em outro instrumento da legislação comercial americana.