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Encontro com técnicos da Secretaria de Recursos Hídricos do Governo de Pernambuco abre caminho para integração de projetos de barragens nas bacias dos rios Mundaú, Canhoto, Paraíba e Ipanema.
O movimento Barragens Já deu mais um passo importante para transformar em realidade um projeto que pode mudar a história de Alagoas, especialmente dos municípios que convivem com o drama das enchentes e da escassez de água. Nesta quarta-feira (14), no Recife, o jornalista Wadson Regis, idealizador do movimento, e o engenheiro civil Alex Gama, criador do Prohidro, participaram de uma reunião estratégica com representantes do Governo de Pernambuco e a equipe técnica da Secretaria de Recursos Hídricos.
O encontro, realizado no âmbito do Pacto pela Água, contou com a participação de Felipe Alves, secretário executivo de Concessão do Saneamento, e Marcelo Asfora, secretário executivo de Infraestrutura Hídrica de Pernambuco. Na pauta, a experiência pernambucana no planejamento de barragens para contenção de enchentes e os caminhos técnicos e institucionais necessários para viabilizar obras semelhantes em Alagoas.
Durante a reunião, foram apresentados estudos, projetos e etapas para a implantação das barragens, incluindo o planejamento de um novo lote de três estruturas nos rios Canhoto, Mundaú e Ipanema, em território pernambucano. As intervenções têm importância estratégica para Alagoas, que recebe, durante o período chuvoso, grandes volumes de água provenientes dessas bacias hidrográficas.
Mais do que uma troca de experiências, o encontro abriu uma perspectiva concreta de cooperação entre os dois estados. A compreensão é que o enfrentamento das enchentes exige planejamento integrado, uma vez que os rios não respeitam limites territoriais e seus impactos ultrapassam fronteiras administrativas.
“Demos mais um passo importante em nome do Barragens Já e do Pacto pela Água. Viemos buscar conhecimento, entender como Pernambuco está avançando e apresentar nossos estudos. Queremos evitar novas tragédias, garantir água para quem precisa e transformar esse potencial hídrico em oportunidades de trabalho no campo e na agropecuária. Vamos levar todo esse conhecimento ao governador eleito JHC e ao senador eleito Arthur Lira, que assumiu o compromisso de liderar esse movimento pela construção das barragens”, afirmou Wadson Regis.
Para Alex Gama, “foi um encontro muito produtivo e elucidativo sobre os caminhos a serem seguidos, desde a ideia, passando pelos estudos e projetos, até a viabilização das obras das barragens”, destacou o engenheiro, responsável pelo desenvolvimento do Prohidro.
O secretário executivo Felipe Alves ressaltou a importância da cooperação interestadual e do aproveitamento dos estudos já desenvolvidos em Pernambuco.
“Muito importante este encontro, porque Alagoas vai dar os primeiros passos para garantir a segurança hídrica nos municípios ribeirinhos. Com os dois estados trabalhando juntos, haverá continuidade em Alagoas, aproveitando o que já fizemos e o que vamos fazer com o novo lote de barragens que serão construídas”, afirmou.
Marcelo Asfora também sinalizou disposição do Governo de Pernambuco para colaborar com Alagoas na construção de uma agenda conjunta.
“Estaremos aqui com as portas abertas para Alagoas. Pelo que tomei conhecimento do compromisso dos próximos governador e senador eleitos, essa aliança que podemos formar será determinante para a segurança hídrica dos dois estados. Contem com o Governo de Pernambuco”, declarou.
A articulação representa uma mudança importante na abordagem de um problema histórico. Em vez de concentrar esforços apenas nas consequências das enchentes, o Barragens Já defende investimentos estruturantes capazes de reduzir riscos, armazenar água e criar condições para o desenvolvimento econômico regional.
A determinação de Wadson Regis em mobilizar lideranças políticas, especialistas e instituições, somada à disposição manifestada pelo Governo de Pernambuco, eleva a expectativa de um novo ciclo social e econômico para Alagoas. A possibilidade de integrar projetos de contenção de enchentes, armazenamento hídrico e aproveitamento da água na produção rural amplia o alcance da iniciativa, especialmente para a agricultura familiar e a agropecuária.
O desafio, agora, será transformar a aproximação institucional em projetos executivos, articulação política, licenciamento e recursos para as obras. O compromisso anunciado pelo governador eleito JHC e pelo senador eleito Arthur Lira poderá representar uma etapa decisiva nesse processo.
A reunião no Recife não significa que as barragens já estejam garantidas. Representa, porém, um avanço na construção das condições técnicas e políticas necessárias para tirá-las do papel.
Afinal, a água que hoje ameaça cidades e famílias durante as enchentes pode, com planejamento e infraestrutura, tornar-se também instrumento de segurança, geração de empregos e desenvolvimento. E essa transformação exige que Alagoas e Pernambuco caminhem juntos.